Sobre o serviço
Como funciona
A perícia forense computacional é o exame técnico-científico de computadores, servidores, sistemas e mídias de armazenamento com o objetivo de identificar, preservar, analisar e interpretar evidências digitais. É a disciplina que transforma dados dispersos — arquivos, registros de sistema, metadados, históricos de acesso — em prova organizada, compreensível e admissível em juízo.
Diferentemente de uma simples verificação de arquivos, o trabalho pericial segue um método rigoroso. Antes de qualquer análise, o equipamento é preservado e é gerada uma cópia forense idêntica ao original, validada por funções de hash (como SHA-256). Toda a investigação ocorre sobre essa cópia, mantendo o material original intacto. Esse cuidado protege a integridade da prova e é justamente o que distingue um laudo que resiste a contestação de uma análise que pode ser anulada.
Em Londrina, no norte do Paraná e em todo o Brasil, a CiberForense atende advogados, empresas, órgãos e particulares que precisam de respostas técnicas confiáveis. A atuação combina experiência de mais de 15 anos em perícia, investigação e direito — o que significa que o laudo não é apenas tecnicamente correto: ele é escrito para ser entendido por juízes e utilizado com segurança pela parte que o contratou.
Os cenários são variados. Uma empresa que suspeita de desvio de informações por um ex-funcionário; um processo criminal em que o conteúdo de um computador é decisivo; uma disputa cível que depende de comprovar quando e por quem um documento foi criado ou alterado; uma investigação interna sobre acesso indevido a sistemas. Em todos eles, o exame forense reconstrói o que aconteceu a partir dos vestígios que o uso do equipamento deixa para trás.
O que pode ser examinado
O escopo da perícia forense computacional é amplo. É possível recuperar arquivos apagados, identificar dispositivos USB que foram conectados, reconstruir o histórico de navegação e de e-mails, analisar logs de sistema e de aplicativos, examinar bancos de dados e verificar a autenticidade e a data real de criação de documentos por meio de seus metadados.
Também é possível investigar sinais de fraude, adulteração de arquivos, instalação de programas maliciosos e movimentação suspeita de dados. Cada exame é planejado a partir do objetivo do caso: não se trata de "vasculhar tudo", mas de responder, com base técnica, às perguntas relevantes para o processo ou para a investigação.
Cadeia de custódia e validade jurídica
A cadeia de custódia é o registro documentado de todo o percurso da evidência: quem a coletou, quando, como foi armazenada e quem teve acesso a ela. Sem esse registro, a parte contrária pode questionar se a prova foi alterada — e um juiz pode desconsiderá-la. Por isso, a documentação da cadeia de custódia acompanha cada etapa do trabalho.
A validade jurídica não depende só da técnica, mas da forma. Coletar uma prova sem os cuidados adequados pode inutilizá-la, ainda que o conteúdo seja verdadeiro. Esse é um dos motivos pelos quais é recomendável acionar um perito antes de manipular os equipamentos envolvidos.